Cozinhas com histórias e afeto: dicas e inspirações para aqueles que buscam exaltar as memórias no ambiente

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À frente do escritório que leva seu nome, a arquiteta Cristiane Schiavoni relaciona como os elementos decorativos deixam cômodos, inclusive cozinhas com histórias e afeto.

cozinhas com história e afeto -  Cozinha com azulejaria portuguesa, piso porcelanato branco, eletrodomésticos de inox e armários brancos clássico com portas de vidro e madeira trabalhada.
Nessa cozinha, a arquiteta Cristiane Schiavoni se inspirou nos ares mineiros para evocar a memória afetiva dos moradores. Na sua composição, a aplicação do revestimento inspirado na azulejaria portuguesa e o charme da marcenaria com estilo clássico, destacando os armários com vidro e o trabalho na madeira. | Foto: Raul Fonseca

No universo da gastronomia, chefs, culinaristas e cozinheiros são unânimes em afirmar que o amor é um ingrediente fundamental que não pode faltar no preparo dos pratos. O prazer, a felicidade e as memórias que uma receita nos proporciona influenciam diretamente no sucesso daquilo que se deseja realizar, portanto nada melhor do que investir em decorações de cozinhas com histórias e afeto.

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Em casa, muito mais que uma estrutura muito bem pensada, a decoração com o viés afetivo promove uma conexão ainda mais forte na relação da cozinha com a vida dos moradores. Junto com a estética, o projeto pode – e deve! – destacar cozinhas com histórias e afeto. “Nosso papel como arquitetos é conhecer a essência de cada cliente, descobrir o que é importante e, junto com as premissas de uma cozinha bem planejada para quem ama cozinhar, trazer elementos que se conectem com a emoção. A cozinha tem esse poder”, defende a arquiteta Cristiane Schiavoni, à frente do escritório que leva seu nome.

Com sua experiência na realização de projetos residenciais, a profissional afirma que a relação entre a arquitetura de interiores e as memórias afetivas fortaleceu-se ainda mais, principalmente no momento que estamos vivenciando. “Ao ressignificar a importância de nossos lares, tenho acompanhado esse desejo por parte dos clientes que atendemos em nosso escritório. O encanto da decoração não está pautado nos estilos, mas no conforto emocional e no bem-estar que aliamos nessa execução”, complementa Cristiane.

Mas como projetar uma cozinha com histórias e afeto? Confira a seguir as dicas que a profissional separou para ajudar nessa missão.

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cozinhas com história e afeto - Cozinha com armários e bancada da mesa vermelhos, eletrodomésticos de inox, piso preto, bancada de mármore preto e cadeiras Eames forrada com tecidos estampados como referências aos anos 60 e 70,
cozinhas com história e afeto - Cozinha com bancada da mesa vermelha com louças amarelas, paredes brancas piso preto, bancada de mármore preto e cadeiras Eames forrada com tecidos estampados como referências aos anos 60 e 70
Uma cozinha acolhedora. Para alcançar essa essência, a profissional investiu em materiais que pudessem remeter à infância da moradora, como a marcenaria no tom vermelho coral. Além disso, a arquiteta Cristiane Schiavoni apostou nas cadeiras Eames forrada com tecidos estampados como referências aos anos 60 e 70, décadas marcantes para a cliente. | Foto: Carlos Piratininga

Uma forte relação com o vintage x retrô

Dois estilos clássicos que estão ligados ao afetivo são o retrô e o vintage. Mas qual a diferença entre eles? Segundo a especialista Cristiane Schiavoni, ambos são parecidos, mas existe uma linha tênue que determina suas diferenças. No caso do vintage, o décor está associado ao uso de peças antigas, geralmente datadas entre as décadas de 1920 a 1960 ou quando a decoração engloba móveis herdados de familiares ou de alguém especial. Já o retrô se traduz em uma releitura de obras passadas que remetem a sentimentos e memórias afetivas. “Realizo muitos projetos inspirados no estilo retrô. Eles se encaixam nessa questão da linguagem e personalidade dos moradores, ligado também as suas origens”, revela.


Cores

Para a profissional, a definição da cor não é pautada em regras, haja vista ela deve representar a lembrança que será conduzida na construção da cozinha. Entretanto, a visão do profissional de arquitetura é fundamental para auxiliar na mistura de tons. “No caso do vintage, tons impactantes como o preto, verde oliva, amarelo e vermelho podem ser bastante utilizados. Já entre os tons mais suaves estão as cores branco, azul e verde”, indica Cristiane.

Neste projeto, o azul petróleo veio para reforçar essa ideia do antigo. Nessa composição, o porcelanato que imita ladrilho hidráulico aplicado no backsplash da pia acompanha o estilo vintage do décor. | Fotos: Raul Fonseca


Personalidade

Uma cozinha afetiva e de personalidade não implica em ter os demais cômodos do projeto em uma toada semelhante. Porém, essa liberdade deve seguir em consonância com os demais ambientes, de forma a não destoar. “É possível manter a cozinha com cores e pisos diferentes, sim, mas com uma unidade e propósito. Com as lembranças ali expostas, moradores e convidados devem sentir a conexão e a alegria do estar no espaço”, compartilha a arquiteta.

Objetos e texturas

São os objetos, materiais ou texturas que contribuem para que um ambiente provoquem sentimentos para os moradores ou visitantes. Por isto, são muito essenciais em uma cozinha afetiva.

É muito comum a escolha de vasos com plantas, louças coloridas, panelas antigas ou um móvel que segue perene com o passar do tempo. Entre as texturas, pode ser interessante investir em revestimento cerâmico ou um porcelanato com tons amadeirados, além dos ladrilhos hidráulicos coloridos, que podem ser evidenciados junto com marcenaria”, diz a arquiteta. Para ela, o olhar apurado aos detalhes que contribui com o todo.

cozinha em estilo retro com azulejo subway tiles branco, armários azuis e marrom escuro, eletrodomésticos de inox, mesa de madeira e piso de cimento queimadp
cozinha em estilo retro com azulejo subway tiles branco, armário azul, eletrodomésticos de inox, mesa de madeira com cadeira branca e piso de cimento queimado
cozinha em estilo retro com azulejo subway tiles branco, armários azuis e marrom escuro, eletrodomésticos de inox, mesa de madeira e piso de cimento queimadp
Nesta cozinha, a proposta da arquiteta era fazer com que os moradores se sentissem em casa. Para isso, a profissional identificou esse gosto em comum pelo retrô e abusou do azul, tom que já era bastante utilizado pelos clientes. | Fotos: Carlos Piratininga

Sobre a arquiteta Cristiane Schiavoni

Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (FAU-USP), Cristiane Schiavoni atua na área de arquitetura, decoração e reforma desde 1996 e hoje, o escritório que leva seu nome, tem mais de 20 anos de história, reunindo centenas de projetos dentro e fora do Estado de São Paulo. Em suas criações residenciais e comerciais, publicadas em importantes veículos brasileiros, elementos-surpresa e toques de cor se misturam aos recursos que garantem o conforto e o aconchego dos moradores.

Acabamentos aplicados de maneira incomum e materiais versáteis também são presenças constantes nos trabalhos de Cristiane Schiavoni. O resultado se reflete na concepção de ambientes modernos, humanizados e dinâmicos, que convidam ao bem-estar e, principalmente, traduzem a essência de cada cliente.

Lilian Santos

Lilian Santos é formada em Design de Interiores e Marketing, trabalhou durante 07 anos em lojas especializadas em revestimentos, fez diversos cursos e treinamentos do segmento e resolveu pegar todo o seu conhecimento e criar o Revestindo a Casa para compartilhar dicas técnicas, que hoje ajuda milhares de pessoas. Ela desenvolve conteúdos para o digital, treinamentos para empresas do segmento, palestras e consultorias. Ah ela adora dar boas risadas, sempre tenta ver o lado bom das coisas e ama viajar.

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