De protótipos a peças de design, é inegável como a impressão 3D evoluiu nos últimos anos, e ganhou um viés mais sustentável. Se antes os materiais mais utilizados eram plásticos e ligas de metal, hoje, é possível imprimir quase qualquer coisa com camadas biodegradáveis.
Neste sentido, a Universidade do Maine, nos Estados Unidos, construiu a primeira casa impressa com materiais naturais, como serragem fina de madeira e aglutinante de milho. Camada por camada, a casa de madeira foi criada em um impressora industrial da universidade, com pouco ou nenhum desperdício no processo, graças à precisão do processo.
A residência tem 55 m², com pisos, paredes e telhados também impressos com fibras de madeira e resinas biológicas, ou seja, totalmente reciclável. E não pense que por ser impressa em 3D, esta é uma casa improvisada. Ao entrar no espaço, o ambiente acolhedor e convidativo surpreende qualquer um.
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Muito mais do que uma evidência do avanço tecnológico, a impressão de casas pode vir a se tornar uma realidade, especialmente, em um estado como o Maine. Isso porque a região tem sofrido com uma crescente crise imobiliária e escassez de mão de obra.
“Com a inovadora BioHome3D, a Universidade do Maine está pensando criativamente sobre como podemos enfrentar a escassez de moradias, fortalecer nossa indústria de produtos florestais e oferecer às pessoas um lugar seguro para viver, para que possam contribuir para nossa economia”, afirma a governadora Janet Mills em comunicado oficial.
Ao utilizar uma matéria-prima abundante, de origem local e renovável, o custo é reduzido e é possível que as residências de baixa renda no futuro sejam mais acessíveis e adequadas às necessidades das famílias. Reconheço que ainda há muito a ser feito para que o protótipo torne-se uma realidade, mas já é um (bom) começo.